Quando um exame cobra 70% de acerto para habilitar, perder um prazo administrativo costuma ser mais perigoso do que errar uma questão difícil. E é exatamente isso que está no radar do ENAM 2026.1: o pedido de isenção da taxa de R$ 120 tem data curta e termina em 19/03/2026.
O que está em jogo: prazo e custo
As inscrições para o 5.º Exame Nacional da Magistratura (ENAM 2026.1) ficam abertas de 09/03/2026 a 09/04/2026 (até 16h). A taxa é de R$ 120 e o pagamento pode ser feito até 10/04/2026. Quem se enquadra nos critérios de isenção precisa pedir o benefício dentro do prazo de isenção, que se encerra em 19/03/2026. Em outras palavras: ainda que você pretenda se inscrever até abril, a janela de isenção é bem menor.
Como é a prova: 80 questões e uma matemática simples
A prova está marcada para 07/06/2026, no período da tarde (13h às 18h), aplicada em todas as capitais e no Distrito Federal. O exame tem 80 questões objetivas, com cinco alternativas cada. Na concorrência geral, a habilitação exige 70% de acertos, isto é, 56 questões. Para pessoas autodeclaradas negras, indígenas, quilombolas ou com deficiência, o corte é de 50% (40 questões).
Onde a FGV concentra os pontos (e onde o candidato costuma “vazar”)
A distribuição das questões ajuda a organizar um estudo racional. O ENAM 2026.1 vem com 16 questões de Constitucional, 10 de Administrativo e blocos de 12 questões para Processo Civil, Civil e Penal. Além disso, há três disciplinas com 6 questões cada: Direitos Humanos, Empresarial e Noções Gerais de Direito e Formação Humanística.
Do ponto de vista estratégico, vale um lembrete numérico: Direitos Humanos representa 6/80, isto é, 7,5% da prova. Parece pouco, mas, quando o objetivo é somar 56 acertos, errar “por descuido” um bloco de 6 questões pode obrigar o candidato a compensar em áreas mais extensas e competitivas (Constitucional, Civil e Processo Civil).
O que fazer agora (sem ansiedade, com método)
Para esta semana, eu trataria o ENAM como duas tarefas objetivas. Primeira: resolver a parte burocrática (inscrição, documentos e, se for o caso, isenção) com antecedência, porque isso não dá ponto, mas pode tirar você do jogo. Segunda: usar a distribuição da prova como mapa de alocação de tempo — e, dentro de Direitos Humanos, buscar revisão por temas recorrentes e linguagem de banca (a FGV tende a cobrar enunciados “limpos”, mas com pegadinhas conceituais).
Reciprocidade: onde DH vira ponto concreto
Se você quer uma revisão objetiva para transformar as 6 questões de Direitos Humanos em pontos mais previsíveis, o Código ENAM foi pensado exatamente para isso: curso com vídeos de resolução de questões comentadas do ENAM 2024.1, além de PDFs e apresentações, com foco nos temas que já apareceram (como Princípios de Bangalore e Opiniões Consultivas da Corte IDH). Para a matemática do ENAM, não existe “tema pequeno” quando o corte é de 56/80.
Código ENAM (R$ 147)
Resolução comentada de questões de DH do ENAM, com PDFs e aulas em vídeo para revisão direcionada.
Quero o Código ENAMFonte: ENFAM (Inscrições abertas para a quinta edição do Enam, 09/03/2026) e Edital de Abertura n.º 01/2026 (FGV/ENFAM).
Comentários