Decisão do ministro Alexandre de Moraes reforça que exigências físicas não essenciais ao cargo devem ser adaptadas para pessoas com deficiência. Entenda o que isso muda para concursos.
Um salto de 1,65 m pode definir a vida de um candidato — mas o STF acaba de sinalizar que, quando a exigência física não é essencial ao cargo, ela não pode funcionar como barreira automática para pessoas com deficiência.
O ministro Alexandre de Moraes determinou que um candidato com nanismo, de 25 anos, tenha seu pedido de adaptação do Teste de Aptidão Física (TAF) reavaliado no concurso para delegado da Polícia Civil de Minas Gerais.
Na prática, a ordem é objetiva: se for reconhecida a necessidade de adaptação, o candidato deverá realizar um novo TAF compatível com suas condições físicas, sem que isso descaracterize as atribuições do cargo.
Essa decisão dialoga diretamente com dois pontos recorrentes em provas de carreiras jurídicas: (i) isonomia material e (ii) ajustes razoáveis para pessoas com deficiência.
Em termos de prova, o candidato precisa dominar a lógica por trás do tema: não é “privilégio”, mas uma técnica constitucional e convencional de remoção de barreiras que permitem a competição em igualdade de condições.
Segundo a notícia, o candidato foi aprovado nas demais fases, mas foi desclassificado por não alcançar o salto de 1,65 m exigido no edital. O ponto sensível é que o pedido de adaptação teria sido feito dentro do prazo, o que reforça o dever de a Administração ao menos analisar o caso de forma individualizada.
Se você concorre em vagas de PcD, a leitura estratégica é simples:
1) veja se o edital prevê adaptação de etapas (especialmente TAF, exames médicos e psicotécnico);
2) cumpra rigorosamente o prazo e a documentação do pedido;
3) guarde protocolos e comprovantes (data e hora) para eventual recurso/ação.
Fonte: JuriNews BR (decisão do ministro Alexandre de Moraes no STF).
Quando o assunto é igualdade material, antidiscriminação e dever de ajustes razoáveis, a cobrança costuma aparecer com linguagem “bonita”, mas com armadilhas conceituais. Os Mapas Mentais de Direitos Humanos do Prof. Werner Rech organizam esses temas em estrutura visual, com foco no que de fato é cobrado por bancas como FGV e Cebraspe, facilitando revisão e memorização em reta final.
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